quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Casal de sanhaçu-de-fogo








Os casais de sanhaçu-de-fogo, reproduzem o ano todo em certos locais e consta que, às vezes, usam ninhos da rolinha-roxa(Columbina talpacoti) com base para o seu ninho. São aves passeiformes da família das Cardinalidaes e seu nome significa “vermelho fogo e amarelo dourado”. Piranga em Tupi é vermelho/Pyros em grego é fogo e, flavos (latim ou grego)é amarelo dourado, mede cerca de 17,5 centímetros e pesa cerca de 38 gramas (macho) De acentuado diformismo sexual, o macho é facilmente identificado pelo colorido vivo quase que totalmente carmim, cambiando para pardacento nas partes superiores. A fêmea é de lado inferior amarelo vivo. O macho imaturo é de plumagem mista verde e laranja, permanecendo assim por um ano, também conhecido como canário-do-mato, queima-campo, mãe-do-sol, canário-baeta, canárinho-são-joão, o casal de sanhaçu-de-fogo. A fêmea põe 2 a 5 ovos, verde-azulados com pintas esparsas pretas ou avermelhadas, que incuba sozinha por 12 a 16 dias. As fêmeas criam, às vezes filhotes de outra espécie como chopim (Molothrus Bonariensis). Na fazenda Vaga-fogo. Alimenta-se de insetos, frutas, folhas, botões e também de néctar.

Foto: Leoiran-fotoshows. inf: www.wikiaves.com.br/sanhacu-de-fogo - www.vagafogo.com.br

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Bico de tucano serve para se refrescar

Darwin não encontrou explicação para o tamanho do bico da ave. Usando técnicas atuais, dois brasileiros desvendaram o mistério.


VENTILADOR
O bico (em amarelo, na foto à direita) é a parte mais quente do tucano. Serve para a ave regular sua temperatura
Se alguém visse um tucano pela primeira vez, tomaria sua cabeça e seu bico por uma dessas máscaras de nariz comprido com a qual assustamos as crianças”, escreveu, em 1780, o naturalista francês Georges-Louis Leclerc, o conde de Buffon. “Não posso deixar de me surpreender que a natureza tenha dotado com um bico tão prodigioso uma ave tão medíocre.” Em sua História natural das aves, Buffon afirmou que “o bico enorme, que por vezes excede o comprimento do corpo inteiro da ave”, não servia para nada. Não ajudava o tucano a se alimentar, quebrar nozes ou pegar objetos.
Um século depois, Charles Darwin intuiu que a extravagante cauda do pavão poderia ter evoluído como chamariz para atrair fêmeas, mecanismo que chamou de seleção sexual. “Não é de todo inacreditável que os tucanos devam o tamanho de seus bicos à seleção sexual”, escreveu em A descendência do homem (1871). Darwin estava errado. Machos das 40 espécies de tucanos têm bicos do mesmo tamanho e coloração que as fêmeas. Portanto, o bico não serve para cortejá-las. O maior biólogo de todos os tempos não conseguiu resolver o enigma. Quem forneceu a melhor pista, passados 138 anos, foram dois biólogos brasileiros, Augusto Abe e Denis Andrade, do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro, São Paulo.
“Tudo começou no fim dos anos 1980, quando vi uma imagem de um tucano dormindo com a cabeça virada e o bico escondido entre as asas”, diz Abe, de 63 anos. “Aí pensei: ‘Então é assim que o bicho dorme? Será que ele agasalha o bico para não perder calor?’” A hipótese era plausível. Faltava testá-la. Abe e Andrade queriam estudar a dissipação de calor do bico do tucano. Precisavam de uma câmera fotográfica infravermelha. Não havia nenhuma na universidade. Ela teria de ser importada e era muito cara. A ideia foi para a gaveta. E lá ficou por 15 anos.
Darwin achou que o bico do tucano poderia ter a mesma
função sexual da cauda do pavão. Estava errado
Em 2005, o biólogo canadense Glenn Tattersall visitou a Unesp. Na bagagem, trazia uma câmera infravermelha. Os brasileiros o convenceram a estudar dois tucanos comuns, ou tucano-toco, a maior espécie e a dona do maior bico. As aves foram fotografadas de dia e de noite, ao ar livre e em câmaras com temperatura controlada. As imagens revelaram que, quando a temperatura externa aumenta, o bico fica mais quente (mais claro, nas imagens em infravermelho). Fim do mistério: 229 anos após Buffon, a pesquisa dos brasileiros foi publicada na sexta-feira passada na revista americana Science.
O bico do tucano tem a mesma função das orelhas do elefante. Ele irradia calor ao meio ambiente. O bico é cheio de vasos sanguíneos e muito irrigado. “De dia, quando está muito quente, a ave se refresca perdendo calor pelo bico. De noite, quando esfria, ela esconde o bico sob a asa para não resfriar”, diz Andrade, de 38 anos. Mas o mistério não está totalmente resolvido. “Hoje, o bico tem essa função”, diz Andrade. “Não quer dizer que sempre foi assim. Não sabemos por que o bico aumentou ao longo da evolução dos tucanos. Essa é uma pergunta à qual ainda falta resposta.”

Por Peter Moon na Revista Epoca edição N584 : http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI84093-15224,00-BICO+DE+TUCANO+SERVE+PARA+SE+REFRESCAR.html

3/07/2009 - 19:20 - Atualizado em 24/07/2009 - 20:04

segunda-feira, 10 de agosto de 2009


Espécie: Pipra fasciicauda Hellmayr, 1906; Nome em português: uirapuru-laranja; Nome em inglês: Band-tailed Manakin; Assunto(s): Ave

Classificação: Ordem: Passeriformes; SubOrdem: Tyranni; Parvordem: Tyrannida; Família: Pipridae; Sexo: Macho; Idade: Adulto.


Exibir Detalhes
Informações técnicas da foto: Autor: Luiz Rondini; Local: Fazenda Vagafogo - Pirenópolis/GO; Feita em: 11/07/2009; Publicada em: 26/07/2009; Câmera: Canon EOS 50D; Observação do autor: Vi essa ave pouco depois de entrar na mata fechada. Foi realmente emocionante.Fabricante: Canon; Modelo: Canon EOS 50D; Tempo de Exposição: 1/250 (0.004) segundos; Abertura F: 63/10 (6.3); Velocidade ISO: 400; Data e hora em que foi tirada: 2009:07:11 10:40:05; Flash: Flash disparado, modo de flash obrigatório; Distância Focal: 400/1 (400) mm; Modo de Exposição: Manual; Equilíbrio de Branco: Automático; Tipo de Captura de Cena: Padrão


Está no http://www.wikiaves.com.br/foto.php?f=39252&p=1&t=c&c=1059

Como Chegar !

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Santuário Ecológico Vagafogo

A reserva ecológica Vagafogo é um exemplo de sucesso na associação dos diversos atrativos turísticos. Se não bastassem as riquíssimas belezas naturais, como trilhas, cachoeiras e piscinas de água cristalina, o turista pode conhecer um pouco da historia da mineração da região, além de apreciar o que há de melhor na gastronomia regional. O Brunch, espécie de lanche colonial, servido de acordo com a disponibilidade de horário do turista, é composto por 50 itens, entre geléias, queijos, pães, sucos e biscoitos variados, tudo fabricado com ingredientes produzidos na pequena fazenda, considerada reserva particular do patrimônio natural (RPPN). Foto: Mauro Cruz

Por Flavia Guerra da Editoria do DM Revista no jornal Diário da Manha do dia 06 de Abril de 2009 Leia matéria completa no http://www.dmdigital.com.br/index.php?edicao=7820

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Pirenópolis Verde



Bela arquitetura e festas populares são apenas uma amostra do que a cidade tem a oferecer. Roteiros ecológicos mostram outra face da história

Parque Estadual dos Pirineus O Parque Estadual dos Pireneus, a cerca de 20 quilômetros de Pirenópolis, foi criado com o objetivo de preservar a fauna, a flora e os mananciais, como as nascentes do Rio das Almas, existentes no alto da Serra dos Pireneus. Localizado entre os municípios de Pirenópolis, Cocalzinho de Goiás e Corumbá de Goiás, o parque está a aproximadamente 1.400 metros de altitude e é considerado ponto mais alto da região. A formação geográfica é privilegiada, pois apresenta vários aclives, declives e inclinações laterais, cenário ideal para a prática de off-road. A Serra dos Pirineus ainda abriga cachoeiras para todos os gostos – caudalosas, repletas de piscinas, perfeitas para a prática de rapel. A maioria fica dentro de reservas ecológicas, o que significa o pagamento de ingresso. É recomendável contratar guias, uma vez que o acesso para algumas exige longas caminhadas. Informações: (62) 3331-2998 / 9902-5920.

Os atrativos de Pirenópolis, um dos destinos turísticos mais procurados do Estado, vão muito além da fascinante história de sua criação, em 1727, e da charmosa arquitetura dos casarões coloniais e igrejas seculares. Os passeios de aventura, as belezas naturais e a culinária regional são, com certeza, outros pontos altos da cidade e o motivo da visita de milhares de turistas, que desejam descansar em um ambiente tranquilo e cercado por natureza. A união de todos esses fatores fez com que Pirenópolis passasse a integrar a lista dos 65 municípios indutores da atividade turística no Brasil, indicados pelo Ministério do Turismo.
As diversas cachoeiras, parques, serras e reservas ambientais atraem, todos os anos, mais de 120 mil pessoas, vindas de diferentes partes do Brasil e do mundo, abrigadas em um complexo de hospedagem que compreende 90 pousadas e hotéis. Desse contingente, a grande maioria é proveniente de Brasília, que fica a 150 quilômetros da cidade histórica. Em Pirenópolis, os visitantes encontram um verdadeiro acervo histórico e cultural. Vestígios da era colonial e das primeiras atividades econômicas, como a extração do ouro, estão presentes em todos os cantos da cidade, nas construções, nas ruas de pedra e nas festas populares.
A riqueza gastronômica e as atividades de ecoturismo, no entanto, têm adquirido cada vez mais força como atrativos para visitantes. A topografia acidentada da região, com presença de cachoeiras e formações rochosas, é ideal para prática de esportes radicais como mountain bike, rappel, tirolesa, canoagem, entre outros. Na gastronomia, as principais atrações são os biscoitos e doces, que seguem receitas tradicionais e são fabricados artesanalmente com ingredientes produzidos na região, como leite, queijo e frutos do Cerrado. Os pratos típicos podem ser degustados nas próprias propriedades onde se localizam os atrativos naturais.

Por Flavia Guerra da Editoria do DM Revista no jornal Diário da Manha do dia 06 de Abril de 2009 no http://www.dm.com.br/materias/show/t/pirenpolis__verde


domingo, 15 de março de 2009

Patrimônio Natural

Roteiro Cooperado.
Pirenópolis e Chapada dos Veadeiros
8 dias e 7 noites

3º dia: Sábado - Santuário de Vida Silvestre Vagafogo – Arvorismo.
O Santuário de Vida Silvestre Vagafogo é a primeira Reserva Particular
do Patrimônio Natural (RPPN) do Estado, e uma das seis primeiras do
Brasil. No Vagafogo você caminhará por uma bela trilha por entre a
mata de galeria - alvo de um trabalho de conservação de
aproximadamente 20 anos - contornando o Ribeirão Vagafogo. Poderá
ainda fazer o arvorismo, aquela caminhada no alto das árvores, em que
as perspectivas são inusitadas. Depois você irá se deliciar com o
brunch, um café colonial com quarenta (40) itens, produzidos na
própria fazenda ou nas propriedades da região. O Vagafogo oferece
ainda, deliciosas frutas cristalizadas ou desidratadas e produtos
provenientes do barú, para que você possa sentir um pouco do gostinho
de cerrado quando voltar para casa.
O Arvorismo é realizado por meio de trilhas suspensas entre os troncos
das árvores com seis níveis de dificuldade e variadas atividades a
serem vencidas pelos usuários. As passagens estão dispostas nesta
seqüência: ponte nepalesa, falsa baiana, ponte de trapézios, ponte de
troncos, escada de corda, finalizando com uma tirolesa. O usuário
permanece durante todo o tempo com corda de segurança presa a um cabo
de aço evitando possibilidades de queda. Os equipamentos de proteção
individual são: capacete, cinto cadeirinha (baudrier), luvas, cabo
solteira ou de alta segurança.

Está no :

www.travessia.tur.br/pt/gc_online/nivel2.asp?nivel2_id=120&nivel1_id=16&idioma=pt

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Santuário de Vida Silvestre Vagafogo

Localizada a 6 km de Pirenópolis é exemplo de busca pela sustentabilidade não só no Estado de Goiás, como em todo Brasil, em função de seu trabalho com educação ambiental, ecoturismo e ainda na transformação sustentável das riquezas do cerrado em produtos. São 45 hectares, dos quais 17 estão gravados como RPPN, destacando-se a mata galeria que margeia todo o rio Vagafogo, fruto de 20 anos de recuperação e conservação.
A fazenda possui um Centro de Visitantes, onde é servido um delicioso Brunch (café colonial) com 40 itens produzidos na própria fazenda, ou nas propriedades vizinhas, e ainda saborear deliciosas frutas cristalizadas, desidratadas ou experimentar os produtos provenientes do Barú. O Centro possui ainda diversificada biblioteca com temas como flora e fauna do cerrado, ecoturismo, fotografias de natureza e história da região. Mais informações via e-mail: vagafogo@vagafogo.com.br.

Está no www.drena.tur.br/index.php?id=vagafogo

Vaga Fogo

Trata-se da RPPN denominada oficialmente Fazenda Vaga Fogo, com 17 hectares, criada pela portaria 824/90 do Ibama, no município de Pirenópolis (GO), em nome de Evandro Engel Ayer Cerrado. Sua principal atração é o cerrado bem preservado, com árvores, flores e frutos típicos. Está a 6km da cidade, numa região com paisagem de rara beleza que abriga uma grande variedade de pássaros. Há placas indicando o acesso, pelo bairro do Carmo.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Vagafogo

A Fazenda Vagafogo mescla preservação da natureza, educação ambiental, aproveitamento e beneficiamento de produtos de frutos do cerrado e produtos de agricultura orgânica, gastronomia, lazer, esporte de aventura, paz e qualidade de vida. Conheça este impressionante local de uma grande riqueza biológica mantido carinhosamente por Evandro Engel Ayer, Catarina Schiffer e Uirá Ayer.

Localizada aos pés do Morro do Frota, a Fazenda Vagafogo mantém intacta uma área de mata ciliar primária, com espécies vegetais adultas centenárias de grande porte e uma biodiversidade de fauna e flora que ainda não foram totalmente catalogadas apesar da extensa lista de espécimes.

domingo, 9 de novembro de 2008

Após nova reforma, a Igreja do Carmo, em Pirenópolis, reabrirá as portas



Dez anos após anunciado, o Museu de Arte Sacra de Pirenópolis (GO) finalmente deve sair do papel. O acervo ficará guardado na Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Erguida há quase 260 anos, ela passará por pequenas adaptações para receber imagens de santos, outros itens religiosos e peças do folclore goiano. As obras, coordenadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), devem ser concluídas em março e custarão R$ 100 mil aos cofres públicos.


O templo passou por restauração de R$ 120 mil, concluída há sete anos, justamente para virar museu de arte sacra. Mas nunca foi aberto à visitação, por falta de entendimento entre o Iphan e os representantes da Igreja Católica em Pirenópolis. Em um primeiro acordo, o custo da restauração ficaria a cargo do Iphan. Essa parte foi cumprida. Faltou a contrapartida. Após a reforma, os religiosos alegaram não ter dinheiro para a montagem e manutenção do museu.

Acesso proibido
Agora, ambas as partes firmaram novo acordo. “As novas autoridades católicas de Goiás aceitaram a proposta de transformarmos as três igrejas de Pirenópolis (veja quadro) em espaço de cultos religiosos e de contemplação dos turistas”, explica o arquiteto Sílvio Cavalcante, do Iphan. Até então, padres restringiam o acesso de visitantes aos templos, mesmo após restaurações realizadas pelo Iphan com dinheiro dos contribuintes.

Parte do acervo que ficará exposto no museu de arte sacra ornamentava a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, demolida em 1944 por ordem da Diocese de Goiás. A Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos foi construída a poucos metros da Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, entre 1743 e 1757, por escravos da região.

Sem as jóias e o ouro que os portugueses empregaram na ornamentação das igrejas dos brancos, a de Nossa Senhora do Rosário de Pirenópolis recebeu trabalho primoroso de entalhes e pinturas em madeira características do barroco brasileiro. Mas acabou desfigurada por sucessivas reformas. Após a demolição do templo feito e freqüentado por escravos e descendentes, suas obras de arte foram levadas para outras igrejas ou vendidas.


Está no Correio Brasiliense de 08/11/2008 por Renato Alves http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_13/2008/11/08/noticia_interna,id_sessao=13&id_noticia=47115/noticia_interna.shtml